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sábado, 30 de setembro de 2017

                                                   
             








                           


                     Quando você vê um Dominguinhos chorando com saudades de sua terra; Quando pára para ouvir as toadas do Nordeste você, talvez, compreenda o amor de seus filhos por este pedaço de chão seco e esturricado, mas generoso no verde. Até o gado solta cabriola no pasto; O canto do galo é mais garrido, o pio do urutau, menos agourento; A seca não mata o nordestino, mas tente silenciá-lo,  e verão um morto. De tristeza. Banzo agreste deste Nordeste. A terra explica o homem. Cangaço, só o Nordeste tem. Calam o homem, falam carabinas, gritam Virgulinos. América não vai, acoita, apenas. Não foi Roberto Carlos, irá um dia? Choram viúvas, choram mães, choram filhos abandonados na sequidão pelos que buscam no Sul o alento, mas dali não arredam até que venha cair de novo o verde no sertão. E na volta da asa branca, volto eu, meu coração.